Marquinhos Diniz chega a Pauliceia para maratona de Samba

Coletivo Sindicato do Samba organiza viagem do sambista e partideiro para São Paulo, onde participa de rodas de importantes movimentos de samba da cidade. Confira a programação!

O cantor e compositor Marquinhos Diniz desembarca na Pauliceia no dia 2 de março, sexta-feira, para uma agenda que promete muito samba e partido alto.

Filho do baluarte Monarco e integrante do saudoso Trio Calafrio, o portelense Marquinhos Diniz é autor de sambas gravados por nomes como Zeca Pagodinho e Bezerra da Silva e uma das principais vozes do subúrbio carioca.

Confira abaixo a agenda completa de Marquinhos Diniz em São Paulo (clique sobre o nome de cada evento para obter mais informações):

2 de março, sexta-feira:

3 de março, sábado:

4 de março, domingo:

2017 marca estreia de projeto no Centro Cultural Solar Wilson Moreira

Coletivo Sindicato do Samba inicia projeto em parceria com Centro Cultural Solar Wilson Moreira, no Rio de Janeiro.

Ao longo do ano de 2017, tivemos o privilégio de realizar algumas rodas no importante Centro Cultural Solar Wilson Moreira, espaço que valoriza e preserva a obra do sambista Wilson Moreira. O projeto “Flores em Vida” teve início no segundo semestre de 2017 e realiza um evento mensal, sempre em homenagem e dedicado a grandes compositores e compositoras do nosso samba. Confira abaixo um pouco de como foram as primeiras edições:

Homenagem a Luiz Grande

Em agosto, na primeira edição, recebemos bambas como Edil Pacheco, Marquinhos Diniz e Toninho Nascimento para uma homenagem especial ao compositor Luiz Grande, que não resistiu a um avançado quadro de diabetes e faleceu no final de julho. Para quem ainda não sabe, Luiz foi o primeiro mestre do Coletivo, além, claro de um dos maiores compositores do samba sincopado. Continuará sempre na nossa lembrança e na luta diária pela valorização do samba, por mais que seja necessário “talento e sacrifício”:

Homenagem a Wilson das Neves

Infelizmente, nossa segunda roda também foi de homenagem: ao compositor e percussionista Wilson das Neves, vítima de um câncer aos 81 anos. Vale lembrar que, dois meses antes, por coincidências da vida, estivemos juntos em São Paulo para participar de seu último show, em celebração ao seu aniversário. Deixara muita saudades. Parafraseando Cláudio Jorge, “Ô sorte” a nossa de ter convivido com esse bamba.


A arte de Toninho Nascimento

Em outubro, tivemos a felicidade de receber um dos maiores compositores da nossa música popular brasileira: Toninho Nascimento, autor de sucessos como “Peregrino” e “Conto de Areia” e gravado por gente como Elizeth Cardoso, Clara Nunes e Roberto Ribeiro.

Chico Alves e a Caninana

Novembro foi o mês do bamba Chico Alves apresentar seu repertório autoral. O compositor e cantor, que participou de todas as edições anteriores, mandou muita brasa como “Caninana”, “Berço de Sereia” e “Vai da Valsa”.

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Barbeirinho do Jacarezinho e Marquinhos Diniz

Para fechar o ano, mais uma homenagem ao nosso mestre Luiz Grande, dessa vez com a presença de Marquinhos Diniz e Barbeirinho do Jacarezinho: o famoso Trio Calafrio.

Luiz grande se apresenta em São Paulo

Nos dias 29 e 30 de maio, o compositor carioca vem à Pauliceia para ser homenageado pelo Samba do Bule e é o convidado especial do Traço de União e do Bargaça. Confira abaixo as informações.

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Luiz Grande começou a batucar aos 18 e hoje já são 50 anos de samba.

Taxista durante a maior parte da vida, levava – ainda leva – a vida paralela de compositor.

Participou de grupos de samba na década de 1960 e foi gravado por diversos cantores como João Nogueira, que estourou seu primeiro sucesso: “Maria Rita”.

Depois, foi gravado por diversos intérpretes como, por exemplo, Bezerra da Silva e Elza Soares.

Entre os anos 80 e 90, formou o grupo Trio Calafrio, formação que é autora de várias músicas famosas gravadas por Zeca Pagodinho, como “Parabólica”, “Dona Esponja” e “Caviar”. Aliás, o trio está novamente no novo disco do Zeca, com “Mané Rala Peito” (escute abaixo).

LUIZ GRANDE SE APRESENTA EM SÃO PAULO

SAMBA DO BULE RECEBE LUIZ GRANDE
29 de maio, sexta-feira, 23 horas
R$5,00 (sugestão)
Rua Newton Prado, 766
Tel 11- 3331 1001
Clique aqui para ver o evento no facebook

TRAÇO DE UNIÃO CONVIDA LUIZ GRANDE
30 de maio, sábado, 16 horas
Até as 17h:
Mulher R$25 | Homem R$35
Após as 17h:
Mulher R$30 | Homem R$50
Rua Cláudio Soares, 73 – Pinheiros
Telefone:(11) 3816-7693
Mais informações clique aqui e veja no site do Traço

O LADO B DE LUIZ GRANDE
Sábado, 30 de maio, 23 horas
R$20,00
Bar Bargaca – Rua Aspicuelta, 30 – Vila Madalena
Telefone: (11) 982747934
Clique aqui para ver o evento no facebook

O Samba autêntico e suburbano de Luiz, o Grande

O samba de Luiz é mais que grande: é gigante, é autêntico. E isso fica claro revendo sua trajetória de 50 anos de samba

Aconteceu na década 70, no Rio de Janeiro.

Luiz Grande dirigia silenciosamente o seu táxi quando o passageiro pediu para aumentar o volume do rádio e, então, soou a voz de João Nogueira perguntando sobre o paradeiro de uma certa Maria Rita:

Autor da música, Luiz nada disse:

– Pô, o cara não ia acreditar, ele ia achar que era caô meu!

O episódio é engraçado, mas também revela um pouco de como é árdua a caminhada do compositor. É necessário muito Talento e Sacrifício:

Por outro lado, também cria uma cena curiosa: muitas vezes, as pessoas desconhecem o compositor, mas conhecem suas músicas. Esse é provavelmente o caso de Luiz Grande, com quase 70.

Seus sambas são crônicas ricas do subúrbio carioca que Zeca Pagodinho registrou. Talvez daí, você já conheça as sempre humoradas histórias de Luiz e seus parceiros do Trio Calafrio.

Pode ser um barraco valorizado só por causa de uma Parabólica, um Sururu na Feira que Mariazinha causou ou, até mesmo, o Caviar que a gente só ouve falar.

Luiz Grande consegue captar personagens e cenas desse Suburbano Feliz:

Não esqueçamos também que o subúrbio tem malandragem, e não vem que não tem, pois o samba de Luiz não é de Malandro 100: é de malandro de verdade!

Malandro que foi gravado por Bezerra da Silva e que tem sua fonte de inspiração nas tendinhas e botequins, nas favelas e nas quebradas.

Malandro partideiro, que sabe que na Boca do Mato, às vezes, é melhor corcoviar a não ter história pra contar. Ou melhor, a não ter samba pra fazer: