2017 marca estreia de projeto no Centro Cultural Solar Wilson Moreira

Coletivo Sindicato do Samba inicia projeto em parceria com Centro Cultural Solar Wilson Moreira, no Rio de Janeiro.

Ao longo do ano de 2017, tivemos o privilégio de realizar algumas rodas no importante Centro Cultural Solar Wilson Moreira, espaço que valoriza e preserva a obra do sambista Wilson Moreira. O projeto “Flores em Vida” teve início no segundo semestre de 2017 e realiza um evento mensal, sempre em homenagem e dedicado a grandes compositores e compositoras do nosso samba. Confira abaixo um pouco de como foram as primeiras edições:

Homenagem a Luiz Grande

Em agosto, na primeira edição, recebemos bambas como Edil Pacheco, Marquinhos Diniz e Toninho Nascimento para uma homenagem especial ao compositor Luiz Grande, que não resistiu a um avançado quadro de diabetes e faleceu no final de julho. Para quem ainda não sabe, Luiz foi o primeiro mestre do Coletivo, além, claro de um dos maiores compositores do samba sincopado. Continuará sempre na nossa lembrança e na luta diária pela valorização do samba, por mais que seja necessário “talento e sacrifício”:

Homenagem a Wilson das Neves

Infelizmente, nossa segunda roda também foi de homenagem: ao compositor e percussionista Wilson das Neves, vítima de um câncer aos 81 anos. Vale lembrar que, dois meses antes, por coincidências da vida, estivemos juntos em São Paulo para participar de seu último show, em celebração ao seu aniversário. Deixara muita saudades. Parafraseando Cláudio Jorge, “Ô sorte” a nossa de ter convivido com esse bamba.


A arte de Toninho Nascimento

Em outubro, tivemos a felicidade de receber um dos maiores compositores da nossa música popular brasileira: Toninho Nascimento, autor de sucessos como “Peregrino” e “Conto de Areia” e gravado por gente como Elizeth Cardoso, Clara Nunes e Roberto Ribeiro.

Chico Alves e a Caninana

Novembro foi o mês do bamba Chico Alves apresentar seu repertório autoral. O compositor e cantor, que participou de todas as edições anteriores, mandou muita brasa como “Caninana”, “Berço de Sereia” e “Vai da Valsa”.

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Barbeirinho do Jacarezinho e Marquinhos Diniz

Para fechar o ano, mais uma homenagem ao nosso mestre Luiz Grande, dessa vez com a presença de Marquinhos Diniz e Barbeirinho do Jacarezinho: o famoso Trio Calafrio.

Um pouco mais sobre o compositor Toninho Nascimento

Compositor paraense e portelense é o convidado da festa da Coletivo Sindicato do Samba que acontece no próximo dia 11, sábado, na cidade de São Paulo.

Aproveitando que no próximo final de semana a Rua Cotoxó, no bairro da Pompeia,  vai ferver com um samba cheio de alegria e amizade, resolvemos preparar este material especial sobre o Toninho Nascimento, compositor que teremos a honra de receber em nossa festa (Veja todas as informações da festa!)

Natural do Pará e radicado no Rio de Janeiro, Toninho é autor de canções que se tornaram clássicos da música brasileira. Quem é que não conhece ou nunca escutou, por exemplo, a cantora Clara Nunes ecoar os famosos versos: “É água no mar, é maré cheia, mareia, ô, mareia!”?

Pois é, “Conto de Areia” foi uma das várias músicas feitas por Toninho em parceria com seu amigo Romildo. Muitas delas foram gravadas por Clara, que os tinha como dupla de compositores preferidos:

Essa reportagem do jornal O Globo, de 2014, logo quando Toninho ganhou o terceiro samba consecutivo na Portela, conta um pouco mais sobre o compositor e como foi o seu começo na música:

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Vale também assistir a entrevista de Toninho concedida para Valter Filé, no projeto Puxando Conversa, na qual conta sobre importância do seu estado natal, o Pará, no norte do Brasil, em sua formação e obra. Além de músicas, a entrevista resgata histórias engraçadas como a do período em que Toninho trabalhava no Ministério do Planejamento.

Toninho ao lado de Fred Camacho, Moacyr Luz, Claudemir e Paulo César Feital: todos ganhadores de samba-enredo em 2017

Talento para compor

O talento de Toninho é inconfundível: além de sucessos que ficaram na memória, o compositor também tem precisão e talento para ganhar disputas de samba-enredo. Ao menos foi assim na Portela, quando emplacou vitórias, e também em 2017, quando teve o samba vencedor na São Clemente, um parceria com o amigo Luiz Carlos Máximo.

E suas músicas vão muito além. Com vasto conhecimento e formado em Filosofia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Toninho hoje vê sua obra aparecer nos discos dos principais artistas do país:



Toninho Nascimento é o bamba convidado do Sindicato do Samba

No sábado do dia 11 de março, o Coletivo Sindicato do Samba irá fazer sua primeira roda do ano em São Paulo e contará com uma participação especial: o compositor Toninho Nascimento.

A festa acontece em uma casa na Rua Cotoxó, número 440, no bairro da Pompéia, a partir das 13 horas e a entrada tem o valor de R$ 20,00. Comandada pelos músicos do Coletivo, o samba começa às 15 horas e vai até às 19 horas. Além disso, no dia terá venda de comidas e bebidas para todo mundo sambar bonito.

Toninho Nascimento
Natural do Pará e radicado no Rio de Janeiro, Toninho é autor de canções que se tornaram clássicos da música brasileira. Quem é que não conhece ou nunca escutou, por exemplo, a cantora Clara Nunes ecoar os famosos versos: “É água no mar, é maré cheia, mareia, ô, mareia!”?

Pois é, “Conto de Areia” (assista abaixo) foi uma das várias músicas feitas por Toninho em parceria com seu amigo Romildo que foram gravadas por Clara, que os tinha como dupla de compositores preferidos:

Isso dá uma ideia da grandeza de Toninho, que, aos 70 anos, já viu sua obra registrada por nomes como Paulinho da Viola, Maria Bethânia, Elizeth Cardoso, Roberto Ribeiro, além de ter ganho algumas vezes a disputa de samba-enredo na Portela e outras escolas de samba (quem quiser saber mais sobre a vida e obra de Toninho, confira o material especial que preparamos).

Coletivo Sindicato do Samba
O movimento que reúne pesquisadores, músicos, jornalistas, produtores e amantes da música brasileira de vários estados do país tem como um dos objetivos promover e difundir a obra de compositores do samba com idade avançada e que carecem de estrutura de produção e comunicação. O Coletivo auxilia artistas como Wilson Moreira, Edil Pacheco, Geovana, entre outros.
“Queremos que esses mestres do samba tenham o reconhecimento de suas obras em vida e essa é uma das missões do sambistas das novas gerações. Pelo menos essa é uma das nossas avaliações”, diz o compositor Guilherme Lacerda, um dos fundadores e integrantes do Coletivo Sindicato do Samba.

SERVIÇO

Coletivo Sindicato do Samba apresenta: “É água no mar, é maré cheia: a arte de Toninho Nascimento”
Data: Sábado – 11 de Março
Horário: Casa abre às 13 horas, samba começa às 15 horas.
Endereço: Na Rua Cotoxó, 440 – Pompéia – São Paulo – SP
Entrada: R$ 20,00 (somente em dinheiro)

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1231670583596245/
Mais informações: (11) 972069360

Romildo, o compositor cheio das cantigas

Poucos lembram, mas já se passaram 25 anos que o compositor morreu, no dia 14 de maio

“O meu cantar foi a maneira que eu achei
Pra não guardar o pranto que eu não chorei”

“Escravo da música”, como ele próprio se definiu, Romildo ganhou alguma evidência midiática – quase nenhuma – através das suas parcerias com Toninho Nascimento.

As composições da dupla explodiram na voz de Clara Nunes nas décadas de 70 e 80:

Produzida na época por Adelzon Alves, o repertório de Clara acolhia e promovia diversos compositores populares, caso de Romildo. Clara era povo.

Dirigido por Walter Filé, vale ver o documentário da TV Maxambomba, que, pra variar, é show.

Nele, Romildo fala sobre o ‘teste’ que passou para entrar na Portela, além de contar e cantar histórias e cantigas: