Um pouco mais sobre o compositor Toninho Nascimento

Compositor paraense e portelense é o convidado da festa da Coletivo Sindicato do Samba que acontece no próximo dia 11, sábado, na cidade de São Paulo.

Aproveitando que no próximo final de semana a Rua Cotoxó, no bairro da Pompeia,  vai ferver com um samba cheio de alegria e amizade, resolvemos preparar este material especial sobre o Toninho Nascimento, compositor que teremos a honra de receber em nossa festa (Veja todas as informações da festa!)

Natural do Pará e radicado no Rio de Janeiro, Toninho é autor de canções que se tornaram clássicos da música brasileira. Quem é que não conhece ou nunca escutou, por exemplo, a cantora Clara Nunes ecoar os famosos versos: “É água no mar, é maré cheia, mareia, ô, mareia!”?

Pois é, “Conto de Areia” foi uma das várias músicas feitas por Toninho em parceria com seu amigo Romildo. Muitas delas foram gravadas por Clara, que os tinha como dupla de compositores preferidos:

Essa reportagem do jornal O Globo, de 2014, logo quando Toninho ganhou o terceiro samba consecutivo na Portela, conta um pouco mais sobre o compositor e como foi o seu começo na música:

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Vale também assistir a entrevista de Toninho concedida para Valter Filé, no projeto Puxando Conversa, na qual conta sobre importância do seu estado natal, o Pará, no norte do Brasil, em sua formação e obra. Além de músicas, a entrevista resgata histórias engraçadas como a do período em que Toninho trabalhava no Ministério do Planejamento.

Toninho ao lado de Fred Camacho, Moacyr Luz, Claudemir e Paulo César Feital: todos ganhadores de samba-enredo em 2017

Talento para compor

O talento de Toninho é inconfundível: além de sucessos que ficaram na memória, o compositor também tem precisão e talento para ganhar disputas de samba-enredo. Ao menos foi assim na Portela, quando emplacou vitórias, e também em 2017, quando teve o samba vencedor na São Clemente, um parceria com o amigo Luiz Carlos Máximo.

E suas músicas vão muito além. Com vasto conhecimento e formado em Filosofia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Toninho hoje vê sua obra aparecer nos discos dos principais artistas do país:



Romildo, o compositor cheio das cantigas

Poucos lembram, mas já se passaram 25 anos que o compositor morreu, no dia 14 de maio

“O meu cantar foi a maneira que eu achei
Pra não guardar o pranto que eu não chorei”

“Escravo da música”, como ele próprio se definiu, Romildo ganhou alguma evidência midiática – quase nenhuma – através das suas parcerias com Toninho Nascimento.

As composições da dupla explodiram na voz de Clara Nunes nas décadas de 70 e 80:

Produzida na época por Adelzon Alves, o repertório de Clara acolhia e promovia diversos compositores populares, caso de Romildo. Clara era povo.

Dirigido por Walter Filé, vale ver o documentário da TV Maxambomba, que, pra variar, é show.

Nele, Romildo fala sobre o ‘teste’ que passou para entrar na Portela, além de contar e cantar histórias e cantigas: